Family Office: gestão integral de patrimônio familiar

Family Office: gestão integral de patrimônio familiar

Family office é a estrutura que cuida de todo o patrimônio de uma família em um só lugar: investimentos, planejamento tributário, sucessão, jurídico, formação dos herdeiros e filantropia. No Brasil, o serviço costuma custar 0,5% a 1,5% ao ano sobre o patrimônio acompanhado, em degraus regressivos sobre o patrimônio acompanhado, e o modelo muda conforme o tamanho da família.

Um single family office atende uma família só, com equipe contratada, e costuma custar R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por ano. Um multi-family office divide a estrutura entre várias famílias e tende a caber a partir de R$ 10–30 milhões, com concentração real de clientes entre R$ 20 e R$ 100 milhões. Um wealth advisor independente coordena os prestadores sem operar custódia e costuma atender a partir de R$ 5 milhões, quando há complexidade real além dos investimentos.

Esta página reúne o custo real de cada modelo, os critérios de escolha, a governança que sustenta a estrutura e as páginas que aprofundam cada tema. As faixas numéricas citadas foram compiladas pela Roma Wealth Advisory em agosto de 2026; a metodologia e as fontes completas aparecem junto às tabelas mais adiante.

Atualizado em

Single family office vs multi-family office vs wealth advisor

Três modelos de estrutura coexistem no mercado brasileiro, com finalidades e portes diferentes. Confundi-los leva a decisões caras — tanto na contratação excessiva (um SFO para um patrimônio que não justifica) quanto na contratação insuficiente (apenas private banking para uma família com complexidade real). O critério de escolha não é apenas o tamanho do patrimônio: é a combinação entre patrimônio, número de jurisdições, número de herdeiros ativos e desejo de governança formal.

Single family office (SFO): estrutura exclusiva para uma única família. Equipe própria contratada — geralmente CIO, CFO, jurídico interno, controller, ocasionalmente CEO de família. Controle total sobre decisões e absoluta confidencialidade. Custo anual elevado (R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por ano, 3 a 8 profissionais em formatos enxutos; 8 a 15 em estruturas completas) — estruturas enxutas a partir de R$ 100–150 milhões; uma estrutura completa tende a fechar a conta a partir de R$ 300 milhões.

Multi-family office (MFO): compartilha estrutura entre várias famílias. Custo diluído (R$ 50 mil a R$ 500 mil por ano, conforme porte e escopo) — tende a ser viável a partir de R$ 10–30 milhões, com concentração real de clientes entre R$ 20 e R$ 100 milhões. É a opção mais comum no Brasil. Possui equipe própria, mas o tempo dela é compartilhado entre clientes.

Wealth advisor independente: modelo mais enxuto, fee-based, focado em arquitetura patrimonial sem operar custódia ou administração contábil interna. Funciona como uma camada de wealth management estratégica que coordena os demais prestadores (corretora, contabilidade, escritório jurídico). É a modalidade que a Roma Wealth Advisory pratica.

Outsourced family office

Ao lado de SFO e MFO, o mercado internacional descreve uma terceira categoria: o outsourced family office (também chamado de "virtual family office" ou modelo de CIO terceirizado). A diferença central para os outros dois modelos não é escala, é estrutura: não existe equipe própria contratada (como no SFO) nem uma base compartilhada de clientes com infraestrutura própria (como no MFO). A família contrata uma coordenação externa — tipicamente um wealth advisor independente — que desenha a arquitetura patrimonial e orquestra prestadores já existentes (corretora, banco, contabilidade, escritório jurídico), sem operar back office, custódia ou administração interna.

A vantagem declarada do modelo é escalar o custo com a complexidade real do caso, em vez de carregar o custo fixo de uma equipe permanente. A contrapartida é que a profundidade de execução depende inteiramente da qualidade dos prestadores externos coordenados — o outsourced family office substitui hierarquia interna por coordenação contratual. É o desenho mais próximo do que a Roma Wealth Advisory pratica, dentro do escopo de planejamento patrimonial descrito nesta página.

Autonomia e limites de quem administra

Independentemente do modelo escolhido, quatro perguntas definem a autonomia real de quem administra o patrimônio. Primeira: qual o escopo exato da procuração concedida — atos específicos e delimitados, ou poderes amplos e genéricos? Segunda: quem tem poder de movimentação de recursos — em regra, nem o SFO, nem o MFO, nem o wealth advisor deveriam deter recursos em conta própria; a custódia permanece em bancos e corretoras regulados, e o prestador opera dentro de um mandato.

Terceira: a relação é discricionária (o prestador decide a alocação dentro de limites pré-acordados, sem aprovação caso a caso) ou consultiva (o prestador recomenda, a família aprova cada movimentação)? O primeiro modelo é mais ágil; o segundo mantém controle mais estreito. Quarta: qual o perímetro regulatório de cada atividade exercida. Recomendar valores mobiliários de forma individualizada exige registro na CVM; planejamento patrimonial, sucessório e societário é atividade distinta, sem essa exigência. Um exemplo de como essa distinção pode aparecer formalizada entre prestadores: Planejamento patrimonial é responsabilidade da Roma Wealth. A consultoria de valores mobiliários é prestada pela OneOpen, autorizada pela CVM.

Serviços familiares e concierge

Parte da definição de family office adotada em resumos automatizados de busca inclui uma camada pouco discutida no mercado brasileiro: serviços familiares e concierge. Em estruturas maduras, isso costuma abranger pagamento de contas recorrentes, secretariado executivo da família, gestão de funcionários domésticos (contratação, folha, encargos), revisão de apólices de seguro (residencial, veicular, joias, arte) e organização logística de viagens.

Esses serviços raramente são executados internamente por estruturas enxutas — em geral, são coordenados com prestadores especializados (empresas de facilities, corretoras de seguro, agências), da mesma forma que a coordenação de investimentos e sucessão é feita com bancos, corretoras e escritórios jurídicos. O ponto relevante para quem avalia um family office é perguntar, explicitamente, se essa camada está no escopo contratado ou fica de fora — omissão nesse ponto é fonte comum de expectativa desalinhada.

Custo real anual de cada modelo

Há uma diferença material entre o que cada modelo cobra explicitamente (fee declarado) e o que cada um custa de verdade quando se somam comissões implícitas, spreads, taxas de administração de produtos próprios e desempenho. A tabela abaixo resume faixas típicas observadas em 2024–2026 no mercado brasileiro, considerando bancos privados, MFOs independentes, wealth advisors e SFOs em operação.

ModeloPatrimônio mínimoCusto anual visívelCusto total efetivo
Private banking (banco grande)R$ 5 mi0% a 0,5% ao ano no fee declarado1,5% a 3% a.a. (estimado)
MFO vinculado a bancoR$ 20 mi0,3% a 0,6%1,2% a 2,0% a.a. (estimado)
MFO independenteR$ 10-30 mi0,5% a 1,5% a.a.0,7% a 1,8% a.a. (estimado)
Wealth advisor independenteR$ 5 miHonorário fixo (R$ 30-200 mil/ano)Igual ao declarado, quando o contrato veda rebates
Single family officeR$ 100-150 mi (completa a partir de R$ 300 mi)R$ 1 mi a R$ 10 mi fixoIgual ao declarado + custo de oportunidade

Faixas de referência compiladas pela Roma Wealth em agosto de 2026, a partir de propostas comerciais observadas no mercado brasileiro, tabelas públicas de prestadores e relatórios internacionais do setor (EY Family Office Guide; UBS Global Family Office Report). Valores indicativos, não vinculantes — variam conforme escopo, estado e complexidade de cada família.

Custo visível vs custo efetivo por modelo de gestão

% do patrimônio sob gestão, faixa média 2026

Private bankingMFO vinculado a bancoMFO independenteWealth advisor independenteSingle family office0%0.65%1.3%2.5%
  • Custo visível (declarado)
  • Custo efetivo (com spreads)

Fonte: dados Anbima e levantamentos próprios sobre o mercado brasileiro de gestão de patrimônio. Custo efetivo inclui spreads de produtos próprios, comissões implícitas e taxa de performance.

O custo total efetivo pode incluir taxa de administração de fundos próprios distribuídos, spreads de renda fixa, comissões de previdência (PGBL/VGBL com taxas embutidas), corretagem de operações estruturadas e taxa de performance. Dados da Anbima sobre o mercado de gestão de patrimônio indicam que a parcela invisível tende a ser maior do que a parcela declarada quando o provedor também vende produto.

Conflito de interesse em FO bancário vs independente

Bancos privados (BTG, Itaú, JPMorgan, UBS, Santander Private, Bradesco Private, XP Private) oferecem family office, mas operam sob conflito estrutural: o banco ganha com a venda de produtos próprios. Mesmo quando a equipe de FO é tecnicamente competente, a arquitetura de receita privilegia a alocação em fundos da casa, COE, previdência da seguradora afiliada e produtos estruturados. A decisão de manter ou trocar um produto sempre carrega esse viés silencioso.

O FO independente — seja MFO independente, seja wealth advisor — é remunerado apenas pelo cliente. A receita do escritório não depende de quais produtos compõem a carteira. Isso muda incentivos: a discussão sobre alocar em fundo de gestora externa, em renda fixa direta, em FII, em real estate ou em previdência se torna técnica, não comercial. A Receita Federal e a CVM têm endurecido o padrão de transparência de comissionamento; mesmo assim, o modelo independente segue sendo o que oferece o alinhamento mais limpo.

Quando a família precisa de family office próprio

A decisão de montar um SFO é uma decisão de negócio, não apenas patrimonial. Cinco condições costumam aparecer juntas quando o SFO tende a se justificar economicamente. Patrimônio líquido investível em linha com estruturas enxutas a partir de R$ 100–150 milhões; uma estrutura completa tende a fechar a conta a partir de R$ 300 milhões, com fluxo recorrente proveniente de empresa operacional ou de portfólio diversificado. Presença em mais de duas jurisdições — tipicamente Brasil + EUA + Europa ou + Israel, com obrigações de reporte multi-país. Pelo menos cinco beneficiários ativos, geralmente em duas gerações, exigindo governança formal de comitês. Apetite por investimentos alternativos (private equity direto, real estate operacional, coinvestimentos) que demandam due diligence dedicada. Desejo explícito de filantropia estruturada, com instituto familiar próprio.

Famílias que cumprem três dos cinco critérios e estão em ascensão patrimonial podem optar por montar uma estrutura embedded — o SFO embrionário dentro do próprio escritório do fundador, com wealth advisor independente como camada técnica externa. Esse desenho híbrido evita o custo fixo completo do SFO sem abrir mão da governança.

Equipe típica de um SFO maduro

Um SFO em operação consolidada — patrimônio acima de R$ 500 milhões, três gerações ativas — costuma contar com um CIO responsável por alocação e seleção de gestores externos, um CFO ou controller responsável por consolidação patrimonial, contabilidade e reporte regulatório, um head de jurídico/tributário coordenando holding, sucessão e contencioso, um head de operações para custódia, conciliação bancária e movimentações, eventualmente um head de filantropia, e um CEO de família para coordenação estratégica e relacionamento com a próxima geração.

O custo de folha de uma equipe assim costuma ficar em R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por ano, sem contar a estrutura de tecnologia (sistema de consolidação tipo Addepar ou similar), seguros corporativos, auditoria externa e despesas administrativas. SFOs menores começam com uma equipe reduzida (CIO + controller + advisor externo) e crescem por necessidade.

O que um family office entrega

  • Consolidação patrimonial cross-instituições (relatório único)
  • Alocação estratégica de longo prazo
  • Planejamento tributário
  • Planejamento sucessório e governança familiar
  • Suporte jurídico (geralmente terceirizado)
  • Educação financeira dos herdeiros
  • Filantropia estratégica
  • Concierge para investimentos alternativos (private equity, real estate, art)

Filantropia estratégica como diferencial

Famílias de alto patrimônio enfrentam, mais cedo ou mais tarde, a pergunta sobre legado. A filantropia, quando estruturada, deixa de ser doação ad hoc e passa a ser parte do Plano Diretor Patrimonial. Os veículos comuns no Brasil são o instituto privado, a OSC com finalidade definida e — em casos qualificados — fundações constituídas no exterior com governança própria, geralmente em paralelo a um trust familiar quando há patrimônio internacional.

Estruturar filantropia produz três efeitos: ordena o legado intencional da família (em vez de delegar à próxima geração decidir caso a caso), oferece eficiência tributária controlada em doações relevantes — incluindo planejamento de ITCMD em transferências para entes filantrópicos qualificados — e funciona como espaço de formação dos herdeiros, que aprendem governança fora da pressão direta sobre o patrimônio principal.

Educação patrimonial dos herdeiros

A literatura internacional sobre transição patrimonial converge em um ponto: no estudo americano do Williams Group (Roy Williams e Vic Preisser, 2003, com cerca de 3.200 famílias acompanhadas por 20 anos), 70% das famílias haviam perdido o controle do patrimônio até o fim da segunda geração, e 90% até a terceira — um padrão citado mundialmente, ainda sem levantamento brasileiro equivalente. A causa raiz raramente é tributária — é a falta de preparo dos herdeiros para decisões patrimoniais de complexidade crescente. Famílias que sobrevivem ao salto geracional costumam ter institucionalizado três coisas: reuniões familiares regulares com pauta formal, envolvimento gradual dos herdeiros em decisões reais (não simulações) e exposição estruturada ao vocabulário técnico — holding, alocação, sucessão, inventário extrajudicial, usufruto.

Family offices maduros tratam a educação dos herdeiros como entrega central, não como adendo. Programas típicos incluem encontros trimestrais com leitura prévia, participação em comitês de investimento como ouvintes, mentoria com gestores externos e exposição a estudos de caso reais. Quando não há SFO, parte dessa função pode ser absorvida por um wealth advisor independente atuando como ponte técnica entre o fundador e a próxima geração.

Onde a Roma Wealth entra

A Roma Wealth Advisory trabalha como arquiteta patrimonial: desenha a estrutura, define a governança e coordena os prestadores que executam cada parte, de contabilidade a escritório jurídico. Para famílias entre R$ 5 milhões e R$ 80 milhões, esse desenho tende a entregar a profundidade de método de um MFO sem o custo de manter uma estrutura compartilhada. É o mesmo escopo detalhado em consultoria patrimonial.

O escopo é planejamento patrimonial e sucessório. Recomendação de investimento em valores mobiliários é atividade regulada pela CVM e exige registro próprio, então essa camada fica com prestadores autorizados. Separar as duas coisas ajuda você a entender o que está contratando e quem responde por cada decisão.

Para descobrir qual modelo faz sentido no seu caso, comece pela Sessão Estratégica Inicial: 45 minutos para mapear seu momento a partir de um diagnóstico patrimonial objetivo.

Reforma tributária 2026 e o efeito em FOs brasileiros

A EC 132/2023 (reforma tributária do consumo) e a Lei 14.754/2023 (offshores e fundos exclusivos fechados) redesenharam o terreno em que os family offices brasileiros operam. Dois efeitos práticos. Primeiro, fundos exclusivos fechados — instrumento clássico de FO — passaram a ter come-cotas semestral, eliminando boa parte do deferimento tributário que justificava sua estrutura. Segundo, investimentos no exterior por pessoa física passaram a ser tributados em regime de competência (com opção de transparência), exigindo reporte anual em DAA e PJM e mudança no desenho das offshores em uso.

Para FOs estabelecidos, o trabalho de 2026 inclui reavaliar veículos de investimento, revisar cláusulas estatutárias da holding familiar, repactuar com gestores externos e reorientar a alocação para que a estrutura continue eficiente sob o novo regime. Famílias que ainda estão constituindo o FO devem partir do desenho pós-reforma — não há razão para montar hoje uma estrutura que já nasce obsoleta. A discussão consolidada de jurisprudência sobre planejamento, incluindo STF Tema 796, permanece como pano de fundo das decisões.

Índice do cluster family office

Cada página abaixo aprofunda uma decisão específica. Se você está começando, siga a ordem: definição, custo, escolha do modelo, governança e conformidade.

Fundamentos

Escolha do modelo

Estrutura e governança

Termos relacionados

Perguntas frequentes

O que é um family office?
É a estrutura que cuida de todo o patrimônio de uma família em um só lugar: investimentos, tributos, sucessão, jurídico, formação dos herdeiros e filantropia. Um single family office (SFO) atende uma família só e costuma custar R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por ano. Um multi-family office (MFO) divide a estrutura entre várias famílias e costuma custar R$ 50 mil a R$ 500 mil por ano, conforme porte e escopo.
Quanto cobra um family office?
Em regra, 0,5% a 1,5% ao ano sobre o patrimônio acompanhado, em degraus regressivos, conforme o modelo. MFO independente costuma cobrar 0,5% a 1,5% ao ano sobre o patrimônio acompanhado, em degraus regressivos; wealth advisor independente costuma cobrar honorário fixo (R$ 30 mil a R$ 200 mil por ano, dimensionado pela complexidade do projeto); SFO tem folha própria, R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por ano. Vale sempre somar o custo efetivo, que pode incluir taxa de administração de fundos, spread de renda fixa e comissão de previdência.
A partir de qual patrimônio vale a pena contratar um family office?
MFO tende a fazer sentido a partir de R$ 10–30 milhões, com concentração real de clientes entre R$ 20 e R$ 100 milhões. Wealth advisor independente costuma atender a partir de R$ 5 milhões, quando há complexidade real além dos investimentos. SFO estruturas enxutas a partir de R$ 100–150 milhões; uma estrutura completa tende a fechar a conta a partir de R$ 300 milhões, quando a folha da equipe própria cabe no orçamento sem consumir o retorno do portfólio.
Qual a diferença entre family office e private banking?
O private banking pertence a um banco e parte da sua remuneração tende a entrar por dentro dos produtos distribuídos. O family office independente é remunerado pela família e coordena todos os prestadores, inclusive o próprio private banking. O private banking costuma declarar 0% a 0,5% ao ano no fee declarado e ter custo total estimado entre 1,5% e 3% ao ano quando somadas as camadas de remuneração por produto (spread de renda fixa, taxa de administração de fundos próprios, performance e comissões de distribuição) — estimativa que varia conforme o portfólio; o modelo independente declara o honorário e trabalha em cima dele.
O que é governança familiar em um family office?
É o conjunto de regras que define quem decide o quê: conselho de família, comitê de investimentos, acordo de sócios, protocolo familiar e política de distribuição. Sem essas regras escritas, cada decisão patrimonial volta a depender da presença do fundador, e a estrutura não sobrevive à sucessão.
Family office precisa de registro na CVM?
Depende do que a estrutura faz. Consultoria de valores mobiliários, ou seja, recomendação de investimento, exige registro na CVM. Planejamento patrimonial, sucessório e societário não exige. Muitas famílias contratam as duas coisas de prestadores diferentes, e é isso que a resolução CVM 175 e as normas de consultoria delimitam.
Quanto tempo leva para estruturar um family office?
12 a 24 meses para estrutura plenamente operacional. O diagnóstico e o desenho levam de 2 a 3 meses; a constituição das estruturas jurídicas, de 3 a 6 meses; a consolidação patrimonial e a implantação dos sistemas, mais alguns meses até a operação estabilizar. Um SFO com equipe contratada costuma ficar no topo dessa faixa.