Family Office

Glossário Patrimonial Roma

Family Office

Family office é uma estrutura dedicada à gestão integral do patrimônio de uma família de alto patrimônio, reunindo sob um único comando funções que, em arquiteturas menos maduras, ficam pulverizadas entre banco, escritório de advocacia, contador, gestor de investimentos e corretora. Em sua forma plena, cobre alocação de ativos, planejamento tributário, sucessão, governança familiar, jurídico patrimonial, filantropia estruturada, educação financeira de herdeiros e até life management — agenda, jatos, propriedades. O termo nasceu nas grandes famílias industriais americanas do século XIX (Rockefeller, Phipps) e se sofisticou na Europa antes de chegar ao Brasil nas últimas duas décadas.

Divide-se em duas naturezas distintas. Single family office (SFO) atende uma única família, com equipe dedicada e custo operacional anual entre R$ 3 e 15 milhões — só faz sentido a partir de R$ 100-150 milhões de patrimônio líquido, segundo benchmarks da indústria de wealth management global (EY Family Office Guide). Multi-family office (MFO) compartilha estrutura entre múltiplas famílias e viabiliza serviços de family office a partir de R$ 10-30 milhões. O Wealth-X World Ultra Wealth Report estima cerca de 8.000 family offices globalmente, gerindo mais de US$ 6 trilhões.

Como family office se aplica ao planejamento patrimonial

Para o Fundador Roma Wealth — patrimônio entre R$ 5 e 80 milhões, em formação ou consolidação — o family office tradicional muitas vezes é caro demais ou prematuro. Um MFO bancário cobra de 0,5% a 1,5% ao ano sobre o patrimônio gerido (R$ 50 mil a R$ 1,2 milhão/ano para esse range) e quase sempre tem conflito estrutural: o banco também distribui produtos próprios, fundos com taxa de performance e ofertas primárias. O fee aparente esconde camadas de receita embutida.

A Roma Wealth opera como wealth advisor independente: entregamos a função estratégica de um family office — Plano Diretor patrimonial, governança, arquitetura sucessória, supervisão fiduciária — sem o overhead de equipe interna e sem comissão sobre produto. O Fundador mantém o relacionamento bancário onde já está bem servido; nós somos a camada que pensa o todo. Quando faz sentido, integramos holding familiar, blindagem patrimonial e estruturas internacionais como trust e veículos offshore.

Quando o patrimônio cresce o suficiente para justificar SFO próprio — tipicamente acima de R$ 150 milhões — recomendamos a transição estruturada. Um SFO maduro reúne entre 8 e 15 profissionais: CIO (chief investment officer), CFO/controller, family counsel, especialista tributário, gestor de filantropia, secretariado executivo. A Roma pode permanecer como advisor independente de longo prazo nesse cenário, contrapeso ao time interno.

A função do family office, em qualquer escala, é responder a três perguntas de forma consistente, ano após ano: (1) onde estamos hoje — inventário, fluxo, exposição, risco fiscal; (2) onde queremos chegar — projeção em 10, 20 e 30 anos, sucessão, perpetuação; e (3) o que muda entre os dois pontos — capital novo entrando, eventos de liquidez via M&A, entradas e saídas de herdeiros, mudanças regulatórias. Sem essa camada, o patrimônio é gerido em silos — banco cuida da carteira, advogado cuida da holding, contador cuida do imposto — e ninguém é responsável pelo todo.

Exemplo prático para Fundadores

Família com R$ 40 milhões — Fundador 52 anos, esposa, três filhos — vinha sendo atendida por private banking de banco grande. Custo aparente: 0,8% ao ano. Custo real (com fundos proprietários, ofertas primárias, taxa de performance embutida e spread de câmbio nas operações offshore): estimado em 2,1% ao ano. Migramos a família para uma arquitetura híbrida: Roma como wealth advisor (honorário fixo), custódia em duas plataformas independentes, alocação aberta a qualquer gestor. Economia anual estimada de R$ 520 mil, sem perda de qualidade — ganhando sim transparência, ausência de conflito de interesse e coordenação efetiva entre o time tributarista, o agente fiduciário e a gestora de portfólio global.

O que considerar

Antes de contratar qualquer estrutura tipo family office, o Fundador deve pedir explicitamente a planilha de receita total da prestadora — taxa de administração visível, rebates de fundos, taxa de performance, comissão de ofertas, spread de câmbio. Family office independente é mais alinhado mas geralmente mais caro em fee de placa; family office bancário é mais barato em placa mas costuma ser muito mais caro no total. Mapear o modelo de receita é o primeiro filtro. Esta análise faz parte do diagnóstico patrimonial que conduzimos na sessão inicial. Comparativo detalhado entre os modelos está em single vs multi family office.

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